Com amor, para Brasília

Brasília e seus eixinhos, suas quadras, suas tesourinhas. Essa cidade em que tudo foi milimetricamente construído e que os desconstruídos tem dificuldade para se encaixar.

Sofrido e engraçado, sentimentos à vezes bipolares. Não por você, Brasília. Não é pelo seu verde, pela sua tranquilidade, pela sua segurança, pelos sons de passarinho, pelas flores, pelo seu céu.

É por aqueles que acham que de fato você é milimetricamente encaixada, sem movimento, sem gargalhada escandalosa.

Definitivamente, você não é.

Apenas tem o ônus de viver com o peso do status, poder, ego, aparência. No trabalho ou no bar. Assusta. Sufoca. E no meio de vários momentos de não encaixe aparecem anjos.

Daqueles bem iluminados, sabe?

Que sorri sem motivo, que te conta histórias de vida, que te mostra flores bonitas, que te diz que a lua tem hora para aparecer, que te inspira a dar seu melhor e a ser humilde, que tenta te ensinar sobre carnes, que toma cerveja como se não houvesse amanhã, que se encontra para ajudar o próximo, que vai para os sambas feliz da vida.

Anjos que estão por toda parte. Até em você, Brasília.

Foto: Nicole Guimarães.

*Minha homenagem aos seus 60 anos.

Um comentário sobre “Com amor, para Brasília

  1. Pingback: Brasília: a capital que poucos conhecem – entre conversas e flores

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