O direito de simplesmente não saber

Você quer ter filhos? Você vai morar nessa cidade para sempre? Você vai mudar de trabalho?

Se você também costuma receber perguntas desse tipo, bem vindo ao clube!

Em alguns momentos, confesso que fico angustiada por não ter respostas para a maioria delas. Algumas, claro, dependem de circunstâncias incontroláveis da vida. Mas, até para aquelas que dependeriam de uma única decisão, às vezes simplesmente não sei.

Parei para pensar sobre isso e refleti: Por que tenho que saber? Não posso deixar acontecer? Será que não é essa obrigação de ter que saber sobre o futuro que deixa muita gente frustrada e infeliz? A pessoa se vê pressionada a “escolher logo” o que na verdade nem é o que quer tanto assim…

Já imaginou que o normal pode ser não ter certeza de muitas coisas na vida? E que pode ser até melhor, abrindo um leque de inéditas possibilidades que a jornada pode trazer?

Não sei se com você é assim, mas as melhores coisas da minha vida chegaram totalmente diferente do que eu previa. E, no fundo, eu sempre soube quando não era “o tempo certo”.

Acredito que o caminho mais leve pode ser o de simplesmente não saber e não querer saber sobre tudo. E mais: intuição e coração sempre guiam o barco, mas temos dificuldade para sentir a brisa.

Dias depois de ter escrito esse texto, li trecho de um livro que resume o que quero dizer:

“Porque você ainda não conseguia ouvir, ver como se deve. Queria que as coisas fossem do jeito que você imaginava. Queria. Deixe fluir, Sofia. Aprenda a caminhar solta, sem amarras, seguindo sua voz interior e confiando nela. Você terá de aprender a caminhar sem enxergar todas as respostas”, Todas as flores que eu ganhei.

Foto: Nicole Guimarães. Céu de Madri / Espanha, 2015.

3 comentários sobre “O direito de simplesmente não saber

  1. Oie! Retribuindo a visita! Cara, que céu mais maravilhoso, hein?! Saudade de Madri!

    Eu tenho me esforçado para pensar numa espécie de “esboço de vida”. Coisas que eu já sei que são importantes para mim, e que me farão diferença não deixar de lado.

    Isso não incluiu ainda a decisão dos filhos, nem do trabalho “definitivo”, mas tem me feito bem exercitar – não para os outros, para mim.

    Beijos!

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  2. Lívia

    Nicole! Que iniciativa ótima essa de escrever e publicar! Parabéns!

    Concordo com você mas parei para olhar para mim e vi que tô (e sempre fui) cheia das certezas rs, mas nunca deixei de me abrir ao novo e às novas possibilidades… Talvez seja esse o movimento que faz as coisas acontecerem… por mais que a gente não aceite, tudo ocorre na hora certa… Mesmo quando tudo parece fora de lugar.

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    1. Pode ser que suas certezas sejam só suas, sem muitas influências das “certezas” dos outros.

      Também acho que a abertura para o novo é o que faz a diferença. Flexibilidade para o que a vida traz de diferente.

      Sim, tudo acontece na hora certa! Essa minha iniciativa mesmo, por exemplo, estava adiando há uns 5 anos. E o momento atual não poderia ter sido melhor. Apareça mais por aqui 🙂

      Curtido por 1 pessoa

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