De que estamos nos alimentando?

Não, não estou aqui para falar sobre nutrição, dieta, vegetarianismo e coisas do tipo. Pergunto aqui em relação à alma. Tudo que lemos, assistimos, pensamos e convivemos afeta diretamente nossa saúde espiritual e mental.

É difícil, principalmente nos dias de hoje, a gente conseguir desviar nosso olhar de notícias ruins, brigas políticas, violência e injustiças. E esse tipo de consumo tem feito mal para grande parte de nós.

Antes de adotar algumas estratégias, constantemente eu me sentia ansiosa, com ombros tensos, tinha picos de estresse, falta de foco. Não virei zen, sigo pilhada. Mas vi como minha qualidade de vida melhorou depois que comecei a filtrar.

Não assisto jornal periodicamente. Não tenho facebook há 5 anos. Parei de passar para frente mensagens políticas no whatsapp. Comecei a abstrair 80% das teorias anticiência do grupo da família.

Tenho visto bons vídeos no YouTube, palestras, filmes na Netflix, lido livros, realizado aulas de yoga on-line e escrito o que me chega na cabeça.

Mergulhar nos atalhos tem me ajudado a estar mais tempo com minha alma bem alimentada. Noto a importância de baixar o volume das gritarias externas para meu próprio bem-estar. E passei a ouvir minhas próprias vozes.

Com a nova percepção, passei a abraçar as inspirações que chegam e a conversar com vocês. Pode ser que para uns isso tudo seja óbvio, mas, acredite, é difícil a gente perceber como o excesso de informações por vezes tóxicas causa grandes prejuízos para nossa vida.

Você também adota alguma estratégia para alimentar bem a sua alma?

Foto autoral. Pôr-do-sol no mirante do Leme / Rio de Janeiro, 2017.

37 comentários sobre “De que estamos nos alimentando?

  1. Também abdiquei do Facebook, mantenho o mínimo de grupos necessários no WhatsApp e olho o Twitter raramente. Uso com mais frequência o Instagram, onde as publicações costumam ser mais positivas. Ainda assim, silencio os stories de algumas pessoas. Como procuro muito por perfis e posts sobre poesia, a maioria das sugestões são sobre o tema.

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  2. Então…adotei alguns mecanismos de defesa..sim defesa contra boa parte de midias que disparam somente má informações,tento me proteger a minha saude mental de especulações negativas…não assisto Tv ja faz uns 4 anos sem brincadeira…e nao me arrependo…busco assim como vc informações saudáveis em alguns sites seguros que trabalham c informações concretas,youtube,e sim sou adepta a assistir mtos filmes,e boa leitura…confesso estar sofrendo pois por conta dessa pandemia q assolou a humanidade esta me privando de frequentar o lugar mais acolhedor,calmo,templo de Sabedoria…sim sou frequentadora assídua das bibliotecas..amo..e isso que preencho minha alma,quando de tempo disponho!!
    O negócio é alimentar se bem a alma e o coração agradecem!!
    Bom dia a vc Nicole..fica c Deus.bj

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    1. Hudson

      Tá difícil realmente, as informações estão muito tóxicas! Evito tv aberta, especialmente noticiários, e cancelei assinaturas de revista e jornal! Mantenho as redes sociais, mas com muito filtro! Vejo filmes leves e com final feliz, e tenho procurado conversar mais com Deus!
      Ah, e vejo textos e poesias de uma blogueira muito especial! 😊

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      1. Estamos na mesma vibe! E também só assisto filme com final feliz, não consigo terror e violentos. E que bom que está curtindo a escrita da aprendiz blogueira hahaha 🙂

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  3. Excelente texto, como diria uma música da Legião Urbana: ” Quase morri há menos de 32 horas atrás”, no meu caso já tem mais horas, mas a questão é exatamente essa que tu disse “tudo” ao nosso redor está podre, é como final de feira, você precisa caçar as frutas boas que ainda tem, desde então tenho tentado fazer como seu belo texto diz filtrar o que há de bom, para que meus alimentos façam bem a minha alma. Obrigado por compartilhar esse texto conosco.

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  4. elcieloyelinfierno

    Entrada brilhante e atenciosa! Sua estratégia é a minha estratégia. É casual ou causal? Tudo o que fazemos, talvez, nos ajudou a encontrar nossa própria alma, combinando-a com o nosso ser. Alivia a toxicidade; Não estamos vivendo em uma bolha de vidro, longe disso. É para nos preservar, enquanto formos misericordiosos. Estamos aprofundando nossa espiritualidade, entendendo um mundo caótico e controverso. Uma cordial saudaçã

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    1. Que comentário poético… me fez muito bem! Não somos uma bolha de vidro, mas estamos aliviando a toxidade. E creio que nos preservando podemos levar mais conforto aos outros. A gente só dá amor quando sente o amor. Beijos e ótimo sábado!

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  5. mantenho minha “rotina” – duas vezes afetada – de maneira simples, fazendo o que gosto. não tenho e nunca tive redes sociais, pouco assisto tv mesmo a cabo, e leio muito, escuto muita música, caminho pelas ruas, ir a cafeterias, cinema, biblioteca, museu (eis o que foi quebrado na minha rotina), gosto de fazer café, olhar o dia nascer e se despedir, às vezes assisto algum jogo do meu Internacional de Porto Alegre, e principalmente me reconstruo todos os dias a noite antes de dormir. para o mundo além disso, minha única porta é o WP com uma linha de posts bem definida, whatts em função da família e da minha doença (agora, espero, estar se despedindo de mim) e o e-mail por rigorosa necessidade profissional. hoje, me sinto pacificado por dentro, tranquilo, mente forte, em paz e harmonia. agora, enquanto escrevo, escuto Al Di Meola plays Piazzolla, instrumental fantástico. procuro passar isso tudo nos posts e comentários junto com a minha visão de mundo e de vida. muito bom sempre teus textos. abraço e cuide-se muito.

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    1. E você passa toda essa paz e sabedoria através dos seus textos, sim. Com certeza faz bem para todos aqueles que leem. E você não citou a fotografia! Não tem fotografado nesse período? Suas estratégias estão recheadas e vão inspirar muita gente. Beijos e cuide-se!

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      1. Oi Nicole, pois é, a fotografia…muito pouco, da janela posso colher o céu ao fim do dia, posto algumas delas, mas como quero fazer por enquanto não, apenas nos livros de fotografia que estudo, lembra do que disse sobre o p&b?, então, aproveito o tempo para isso também. Os textos faço no momento do post, não tenho escrito nada. Gosto de ler e deixei de dizer que encontro textos maravilhosos em muitos blogs. Enfim, em paz. Beijo e cuide-se bem.

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  6. mariogordilho

    Bom, vou comentar algo que ninguém falou ainda: que fotão! Adoro esse lugar. Ano passado morei um mês em Copacabana e costumava ir ao mirante do Leme de dia, mas nunca fui num por do sol. Deu vontade. Voltarei! Quanto ao texto, estamos em sintonia. Estou em dieta mental, psicológica, há anos. E está me fazendo um bem danado. Me sinto uma pessoa melhor após o detox inicial, que foi sair do Facebook, e a dieta progressiva de focar em conteúdos positivos, independente da mídia. Ainda em evolução!

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    1. Deve ter sido muito bom morar em Copacabana, hein? E eu adoro essa vista do leme! Lugar que poucos turistas dão valor e o por do sol é lindo. Um passeio que sempre recomendo é alugar aquelas bicicleta do Itaú no leme e pedalar até o Leblon. Vale muito a pena sentir aquele vento do mar! Tenho visto que todos aqui estão em sintonia! Engraçado… acho que estamos todos num bom encontro coletivo 🙂✨

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  7. Daniel Takara

    Acho que seguimos estratégias muito parecidas, Nicole! Embora tenha perfil no facebook, parei de usar há um bom tempo, até desinstalei o aplicativo do celular. Acho que não se trata de alienação para as coisas ruins que existem à nossa volta, mas tão somente evitar que elas nos façam mal por superexposição. Não podemos controlar o que outras pessoas pessoas pensam, sentem, dizem e fazem umas com as outras, mas está mais no nosso controle (pelo menos um pouco mais) o que pensamos e sentimos em relação a tudo isso, além do que pensamos e sentimos em relação a nós mesmos. Basicamente, somos fisicamente aquilo de que nos nutrimos (e o que fazemos com isso) e somos mental e espiritualmente aquilo que ouvimos, lemos, experimentamos, tocamos, visualizamos… (e o que fazemos com tudo isso).

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    1. Também não acho que é alienação, Daniel. Até porque a maioria das informações que chegam não são completamente verdadeiras ou não tendenciosas. Acredito que conseguimos ter mais clareza quando olhamos sem a enxurrada de emoções externas. Sei lá… dá para absorver as informações com mais calma e de forma saudável. Estou vendo quase uma unanimidade em relação ao Facebook… louco pensar que essa rede social se tornaria tóxica. Bom domingo!!

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  8. No mundo que vivemos hoje, é mesmo necessário ter algumas estratégias, perante toda a informação que nos chega. Tentar limpar o corpo e a mente, pois estamos sujeitos a todo o tipo de informação, hoje, entre – fake news, corpos perfeitos, desgraças, teorias da conspiração, maldade, e uma lista inacabável de outros assuntos – devemos estratificar muito bem o que queremos ouvir, ler, presenciar, acreditar. Acima de tudo, pensar, com lógica e raciocinar.
    A internet trouxe-nos muita aproximação e conexão de formas muito positivas, mas também trouxe inúmeros assuntos e pressões que não estamos preparados para lidar. Se não adquirirmos determinadas ferramentas para entendimento, podemos cair numa espécie de abismo.
    Gostei do post Nicole.

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    1. E é um fenômeno negativo da internet – ou do seu uso – que é mundial. Às vezes fico pensando se não vamos chegar no limite e passar a preferir ficar offline.

      Você tocou num ponto primordial que é raciocinar sobre aquilo que vimos e ouvimos. Coisa que não tem acontecido muito. Ou porque não temos tempo para absorver tanta informação e processa-las ou porque às vezes é conveniente acreditar em tudo.

      Tema complexo… ainda não encontramos um equilíbrio na internet. Vamos seguir na estratégia de filtrar o que chega até nós. Beijos!

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  9. Olá Nicole. Também sou fã de ver documentários, que tenham conteúdo relevante e que me enriqueçam. Não me sinto refém das redes sociais, mas sinto que as sei aproveitar bem para descobrir novos temas, novas paixões. Aliás, quantos destes documentários não vieram de pesquisas ao acaso? E neste tempo de pandemia, em que o que verdadeiramente me “alimenta a alma” – viajar – está fora de questão, tenho de viajar pelo meio online, mas como diz, “com muita atenção” 😉

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  10. Eu também tenho feito quase tudo o que vc falou.Eu também deixei o Facebook há mais ou menos 5 anos,depois até tentei entrar mas eu e o Facebook não formamos par.Relutei a usar o Whatsapp o quanto pude,mas,por insistência da família,entrei.Mas não sou de usar muito,o tempo todo,não.Também gosto de ir ao You Tube para assistir a vídeos de assuntos que mais me interessam,procurar músicas que gosto,inclusive para postar,tenho a assinatura do William Sanches no whats mas,como não entro sempre,as mensagens ficam acumuladas.Não é grupo,é só para receber as mensagens dele.Vc conhece o William Sanches?Vc falou de yoga,se vc não conhece ele,vc deve gostar,se conhecer.Ele fala sobre coisas positivas,pensar positivo,coisas desse tipo.Eu gosto desses assuntos também.Ele não fala de yoga mas é sobre esse lado de buscar mais tranquilidade,mais equilíbrio,mais realizações.Mas eu também sou bem estressada.

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      1. Acho que vc gostaria dele,não sei.Eu gosto,mas não é sempre que dá para assistir aos vídeos dele.Descobri o whats dele,se não me engano,na descrição dos vídeos.Ou ele falou,ou as duas coisas.Mas se vc adicionar no seu whays,se prepare que é muita mensagem que ele manda,mas e tudo bom,pelo menos eu gosto muito,pena que não vejo sempre.Mas não tem aquela coisa de grupo de bate papo,não.Mas vc pode entrar em contato com ele ou com a equipe dele.

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  11. Pingback: Atenção no seu barco – entre conversas e flores

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