Eu sonho, ela sonha, nós sonhamos

O grupo de alunos e alunas havia acabado de chegar no enorme centro de balé da cidade. Era o primeiro dia de aula e estavam recuados, sem senso de direção no prédio lotado de gente e de salas, sentindo-se pequeninos no meio da imensidão. A professora, Beth Pearson, olhou para aquelas caras de medo e aconselhou: “está aqui, um mapa para cada um. Agora vão. Ocupem os espaços, espalhem-se. Não se diminuam. Eu também senti medo, mas não deixei ele me engolir”.

Novas fases costumam amedrontar até o último fio de cabelo. Dá um frio na barriga, um movimento de se autossabotar, de olhar o novo e querer voltar para a zona de conforto, de duvidar de si mesmo. Quando é com nós, mulheres, isso se acentua ainda mais.

Em um único mês, recebi notícias incríveis de quatro amigas queridas. Cada uma apareceu na minha vida em fases diferentes: Rio, Belém e Brasília. Duas delas, após estudarem anos e anos, finalmente foram aprovadas em ótimos cargos públicos, poderão respirar aliviadas com a tão sonhada independência financeira e estão em processo de mudança para uma nova cidade.

A outra, mãe de uma menina linda, foi aceita para trabalhar em um organismo internacional que ela jamais havia imaginado. E ainda não consegue acreditar que escolheram ela. “Eles devem ter algum motivo”, me disse. Eu poderia enumerar vários, não apenas um. A última notícia chegou quando este texto já estava pronto, mas é tão bonita quanto e não poderia ficar de fora: uma amiga sambista está gestando uma menininha.

O que tem em comum nessas histórias é que todas vão viver algo completamente novo. E, sem dúvidas, também assustador. É como entrar em um edifício daqueles bem grandes, com gente que nunca viu, e ter dificuldade até para achar o banheiro. Mas elas também vão pegar seus mapas, como a turma do balé, respirar fundo e ocupar todos os espaços que desejarem. Quando uma mulher alcança um sonho, não importa qual seja ele, outras milhares passam a sonhar junto com ela. Espalhemo-nos.

No dia 4 de abril, lançarei meu primeiro livro em versão digital. O nome? “Eu não quero ter a sua vida: histórias para quem voa”. Leitora e leitor raiz terão condições especiais e brindes exclusivos. Já já conto mais! Por agora, conheça a carinha do meu filho:    

Um beijo,

Nicole 💜

8 comentários sobre “Eu sonho, ela sonha, nós sonhamos

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