A arte de viajar sem roteiro – Parte 1

Viajar é uma das paixões da minha vida e desde bem nova me aventuro em novos lugares. Viagens de finais de semana perto de casa a viagens para outros continentes: Todas, para mim, tem o mesmo nível de importância.

Nesses anos de “prática”, percebi que nunca tive paciência para montar roteiros de viagem. Sempre questionei: Qual sentido de deixar cronometrado tudo que devo fazer? Viajar é a oportunidade de ter um momento livre para descobertas de novos lugares, novas pessoas, novos sabores.

E aí comecei a pensar sobre alguns aprendizados das viagens sem roteiro:

  1. Descobrir é melhor do que simplesmente encontrar.

Estar num novo lugar vai além de dar “checks” em restaurantes mais famosos, em pontos turísticos indicados pelo TripAdvisor ou seguir o roteiro pronto do blogueiro famoso. É a sua oportunidade de descobrir coisas novas.

É a chance de esbarrar com um muro em homenagem ao John Lennon, em Praga, que você não tinha lido em lugar nenhum. E se emocionar com a surpresa!

  1. Nem sempre os lugares mais frequentados por turistas são os melhores.

De fato, nem sempre o passeio caro de barco que todos fazem vai ser melhor do que o “Free Walking Tour” local. Geralmente, os lugares mais frequentados por turistas são os mais cheios, mais caros e mais “artificial”.

Deixando para seguir indicações dos moradores locais, você pode conhecer lugares incríveis e onde pouca gente já foi. Claro, tem aqueles pontos turísticos que não podemos deixar de ir como, por exemplo, a Catedral de Brasília.

  1. Sentir o clima da cidade e a cultura local sem correria.

Para mim, sempre foi complexo viajar com uma planilha e seguir à risca a programação. Causa estresse e não consigo apreciar o momento com calma. O ideal é ter uma pequena lista dos pontos de interesse e conhecê-los de acordo com o decorrer da viagem.

Não lembro de alguma viagem em que eu tenha comprado tickets antes de viajar e a única vez que quase tive problema foi no Vaticano. Mas, no fim, deu certo. E a Itália é o lugar mais cheio de turistas que já fui.

Tem nada mais prazeroso e rico do que conhecer pessoas locais, conversar, sair para vivenciar o dia a dia da cidade e ser surpreendido com experiências completamente novas.

Você também é desses que viaja sem roteiro?

… continua em outro post.

Foto: Nicole Guimarães. Parque Sempione, Milão, 2019.

9 comentários sobre “A arte de viajar sem roteiro – Parte 1

  1. Sandra Bragatto

    Eu não tenho tanta experiência em viagens, mas concordo que nem sempre os melhores lugares são aqueles que são os mais visitados por turistas. Prefiro, por exemplo, uma praia mais deserta e pouco visitada que aquela famosa que todos conhecem.

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    1. Hudson

      Fiz várias viagens com roteiro e tenho poucas lembranças do que eu conheci! Fiz uma única viagem sem roteiro e tenho lembranças maravilhosas de tudo que eu vivi e conheci!

      Curtido por 1 pessoa

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