Todos os sambas

Foto autoral. Fim de tarde em Copacabana / Outubro, 2021.

“Ele canta todos os sambas”, disse a moça ao ser perguntada por que estava vivendo aquele romance. “Como não querer estar com ele quando nos encontramos? Ele sabe a letra até daqueles antigos que ninguém nunca ouviu falar”.

Achei tão bonito ver que o que atraía não era carreira, músculos ou a roupa que o cara vestia. Era só o jeito feliz que ele vivenciava as rodas de samba. Eram só aquelas músicas que ela gostava e ele cantava com a energia do poeta. A arte é linda.

Essa energia do Rio é linda. É muito bom passar temporadas aqui porque tenho um reencontro com meu eu carioca. Outro dia, dezenas de pessoas estavam no meio do Largo de São Francisco da Prainha cantando “Bem que se quis”, num só coro. E nem é carnaval. Dá esperança.

Aquele casal se admira quando querem, quando cantam “samba da bênção” com a cerveja na mão. Não é amor adolescente – antes que alguém venha dizer “quando envelhecer passa”. São conscientes e maduros, é que tem samba que não passa, não.

Tem almas eternamente jovens, suaves e cheias de canções. Tem as baianas das escolas de samba, o casal sexagenário do bar, a senhora que não perde um carnaval. São amores que não exigem nada, só cantar, sorrir, com som de pandeiro no ar. Também vi amor no samba.

Obrigada pela leitura! Até a próxima 🙂

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2 comentários sobre “Todos os sambas

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