Dos amores (não) vividos

Foto autoral. Cores de um céu azul, Baltimore / Novembro, 2021.

Em cada episódio da série Modern Love (Amor Moderno), é contada uma história de amor. Eu tenho alguns episódios preferidos, como o da moça solteira que é amiga do porteiro, o do casal que convive com a bipolaridade e o da jornalista cupido e amores não vividos.

As histórias são reais e, apesar de diferentes entre si, mostram o que está presente em toda relação humana: a complexidade. Nós somos humanos. Cheios de questões internas, impulsos, emoções, defeitos-qualidades. Não gosto da palavra defeito, parece que tem algo a ser consertado.

E nós lá somos máquinas para precisar de alguma manutenção? No episódio sobre a jornalista cupido e amores não vividos, um rapaz percebe que havia perdido quem ele amava simplesmente porque não falou nada do que sentia. Não falou, não tem como a outra pessoa adivinhar.

Ele se inspira na história da própria jornalista sobre um amor não vivido e decide divulgar numa revista o que houve no seu amor do passado. Talvez essas sejam as mais dolorosas histórias de amor. São aquelas que ficam guardadas no coração e nunca têm a chance de acontecerem por inteiro.

Já as histórias de amor vividas, que bom que elas foram vividas, sentidas. Umas curtas, outras longas. De uma noite, de vários anos. Umas intensas, outras maré mansa. As histórias vividas não ficam no “e se”, elas foram, são. Elas duram o tempo que precisam durar e isso, por si só, já faz o amor ser belo. E mágico. E humano.

Com carinho,

Nicole.

2 comentários sobre “Dos amores (não) vividos

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