Os bons de cama

Foto autoral. Fim de tarde em Baltimore / Dezembro, 2021.

Venho por meio desta crônica pedir respeito a um grupo gente boa, camarada, sangue bom: os bons de cama. Calma, não estou falando do que você está pensando. É sobre aqueles que por livre e espontânea afinidade amam tirar uma sonequinha. Ou hibernar, porque soneca passa muito rápido.

Se não for para viajar ou fazer alguma atividade divertida, o despertador é nosso maior inimigo. Frases épicas da minha infância e adolescência foram: “deixa para dormir quando morrer” e “parece que você já nasceu cansada”. Minha mãe é uma poeta. E se deixar ela também vai até às onze. Minha vó também. Será que ser boa de cama tem a ver com genética?

Mas voltando. Quem foi que inventou a bênção do despertador? Quando abro as redes sociais de manhã e vejo que alguém postou “tá pago” três horas antes de eu levantar da cama, me pergunto como é possível. A cama abraça tão forte às seis da manhã. Ela quase que implora para ficar mais um pouquinho.

Esse negócio de levantar com as galinhas não é para os bons de cama. Começar a viver a partir das dez da manhã, todos os dias, seria um paraíso. Pensa comigo: depois das dez não tem cara amassada, bocejo, café da manhã corrido, despertador em horário indecente, mau humor. Como dizem por aí, é sobre isso.

Aos bons de cama de plantão, uni-vos. Não desanimemos. Estamos certos, a cama merece nossa companhia.

Obrigada pela leitura e até a próxima!!!

6 comentários sobre “Os bons de cama

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